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Carlos Antônio Leite Brandão
À
inconstância e fugacidade da realidade sensível, o Sócrates de Platão propõe
como única realidade estável e verdadeira a que encontramos no mundo das
idéias. O Belo, as imagens, a realidade física e corpórea e mesmo as artes,
servem como índices e meios através dos quais ascender ao mundo transcendente e
ao Bem Supremo a serem contemplados. E nesta contemplação da Verdade e do Bem
supremos se realiza o conhecimento verdadeiro, de ordem espiritual, que nos
liberta do mundo de sombras da caverna, ao qual estamos aprisionados por nosso
corpo.
Paul
Valéry, em Eupalinos ou o Arquiteto
[2]
, publicado em 1921,
imagina um diálogo entre os fantasmas de Sócrates e seu discípulo Fedro, no
qual este contrapõe a esta doutrina socrática as concepções de Eupalinos de
Megara, “construtor do templo” e do qual se tornara amigo. Essa
“construtividade”, essa atividade operativa, encetada no encontro do mundo das formas
com o mundo da matéria e que trafega simultaneamente entre as idéias concebidas
e a produção do real e do concreto, desafia a herança platônica, coloca seus
limites e evidencia as possíveis fraudes filosóficas que o próprio Sócrates
julga ter cometido. Eupalinos está para Sócrates tal como este estava para os
sofistas, e a labilidade e falsidade acusada no conhecimento destes, agora
parecem habitar o próprio conhecimento socrático. Todo o livro desenvolve este
argumento num misto de melancolia e beleza, e abre várias sendas para
realizarmos o questionamento do que seja a filosofia e do seu sentido, tais
como a relação entre as palavras e a ação, o Belo e o Bem, o sensível e a
razão. Interessam-nos aqui apenas alguns focos sobre os quais centrar a relação
entre a atividade do arquiteto e construtor com a filosofia e os problemas a
esta colocados. Não é contra a filosofia, tout court, que o arquiteto se
dirige, mas contra um modo de filosofar. Há uma filosofia em Eupalinos, menos
sistemática e totalizante, sem dúvida, mas mais humana e que não perde de vista
a contingência e as possibilidades de nossas ações dentro da finitude em que
elas se desenvolvem, à semelhança da filosofia renascentista em sua recusa da
escolástica.
Em
Eupalinos, “palavras e atos ajustavam-se tão perfeitamente que se diria não
serem aqueles homens mais que seus membros... Não mais separo a idéia de um
templo daquela da sua edificação. Ó felicíssimo Eupalinos!”
[3]
Contra Sócrates, a Beleza não está exclusivamente na idéia mas no seu encontro
com a matéria e na sua capacidade de ser executada e realizada no mundo
concreto da vida humana, tal como a inspiração no arquiteto L. Kahn, a qual não
se dá ao encontrar-se uma idéia, mas no encontro da idéia com a matéria e com a
sua execução. Este encontro, portanto, confere tanto um status filosófico à
atividade construtora quanto desconfia do lógos que se contenta apenas em transitar
no mundo das idéias e não se experimenta nas ações. Esta inseparabilidade entre
ideação e edificação corresponde à indissociabilidade entre alma e ação e só
legitima na obra aquilo que se põe “em obra”, como no existencialismo.
Junto dessa
correspondência entre palavra e ato, está a associação entre as formas
inteligíveis e as formas sensíveis, inseparáveis ao olhar do arquiteto e sua
atividade a um só tempo mental e construtora. Alma e corpo se exigem
reciprocamente nesta atividade. Sócrates tem dificuldades em aceitar serem
necessárias as formas sensíveis e graças corpóreas para o homem atingir estados
elevados ou acessar ao mundo das idéias.
[4]
Ao que Eupalinos depõe: “Quanto mais medito em minha arte, mais a exerço;
quanto mais penso e faço, mais sofro e me regozijo como arquiteto; – e mais me
sinto eu mesmo, com volúpia e clareza sempre mais precisas.”
[5]
Modo de se ter, se haver – habitare –, a profissão se faz desta
indissociabilidade do pensar e do fazer, com as angústias e realizações
implícitas. Edifica-se a si próprio ao mesmo tempo em que se projeta-se e
ergue-se um edifício. Conhece-se a si mesmo não por uma viagem que se esgota na
auto-reflexividade, mas por lançar-se na exterioridade e opacidade do mundo e
da matéria, através dos gestos: “avanço em minha própria edificação;
aproximo-me de tão exata correspondência entre meus desejos e minhas forças que
tenho a impressão de haver feito da existência que me foi dada uma espécie de
obra humana. De tanto construir, disse-me sorrindo, creio ter-me construído a
mim mesmo.”
[6]
E ao ver o
que se realiza - a obra enquanto a “palavra exposta” e exibida – encontra-se a
si mesmo e às suas potencialidades, mais que diante de um espelho. Sou o que
faço de mim, eu e as minhas circunstâncias e o que as obras depõem de mim e
minhas possibilidades. Sem esta presentificação feita na matéria, minha idéia
se perde, tal como se perdem as palavras da poesia que não se depõem no poema
escrito. E a obra, como um interlocutor, dá-me a conhecer a mim e me lança em
um outro patamar de conhecimento e reconhecimento, só possível mediante o gesto
que opera o desenho e matéria. Conhecer é construir e construir-se, tal como em
Heidegger, pensar, habitar e construir são inseparáveis e exigem-se
reciprocamente.
[7]
Isso vale
tanto para em sentido individual como coletivo. Uma pólis se faz, enquanto
corpo cívico e político, ao mesmo tempo em que constrói o seu lugar, sua urbs, seu corpo físico. Uma
sociedade se conhece e se reconhece mediante o que ela realiza como obra e se
coloca como produto de si. E é por isso que edifícios e cidades são obras de
arquitetura: enquanto depõem o “mundo” que sou e que somos, tornam-nos
presentes a nós mesmos e revelam a “terra”, a physis antes oculta que por
elas se revela.
[8]
Cidades,
praças, ruas, prédios, monumentos, casas e objetos decorativos que nelas colocamos não são assim meros
índices de idéias, objetos gratuitos ou ornamentações, mas instrumentos de
conhecimento e reconhecimento, de encontro com as próprias certezas e dúvidas,
com a própria história, princípios, valores e desejos que elegemos para termos
em torno de nós, enquanto indivíduos e sociedade: e só assim concebidos têm
eles “decoro” ou “arché” e incorporam-se ao nosso “patrimônio”. Eles ornamentam
e decoram nossa vida, não por a emoldurarem, como uma beleza acrescida ou
extrínseca – ornamentações e decorações – mas por serem constituintes de nós
mesmos, por construir-nos simultaneamente ao nosso ato de construí-las.
[9]
É uma
exigência do próprio conteúdo elaborado tornar-se forma, assim como a forma só
se sustenta se ancorada no conteúdo, abolindo-se a distinção entre o que é da
ordem da forma e do sensível e o que é da ordem do conteúdo e do espírito.
[10]
O termo do bem conceber é a própria execução, pois esta já habita naquele. É a
construção da forma que justifica o pensamento e a própria forma. O arquiteto
concebe como se já executasse, sua imaginação procura encontrar o exequível e
seu devaneio obra, sem ocupar a alma com quimeras: “o que penso é factível e o
que faço refere-se ao inteligível”. E é assim que no templo que executa,
Eupalinos faz visível a primeira flor da mulher que amou.
[11]
Sem o
corpo, a fantasia é impotência. A obra, como a do arquiteto, nasce de nosso
entendimento com o corpo, da composição do infinito com o finito de uma
construção. E esta construção elege a geometria como o modo de apalpar a
matéria para nela articular o espírito e o intemporal que se abrigam em nós.
Eupalinos
divide os edifícios entre aqueles que são mudos, aqueles que falam e aqueles
que cantam, e assim distingue a sua arte das outras meras construções. Os
edifícios que nada falam ou cantam merecem desdém, apesar de serem eles os que
ocupam quase toda a cidade que vemos. Eles nem nada dizem a respeito de nossa
arché, nem nos dão decoro e reconhecimento e nem movem nosso corpo e nossa
alma: “são coisas mortas, inferiores, na hierarquia, aos montões de pedra
vomitados pelas carroças dos empreiteiros”. Neles, o “humano do homem” não
obra, a ordem da cultura não emerge e, mais, fazem perder a “pedreidade” das
pedras, a ordem da natureza em que elas primeiramente se encontravam. Os
“edifícios que falam” traduzem as instituições humanas, como os mercados, os
tribunais, as prisões, as praças, os pórticos ou os portos e diques em que o
homem se agiganta e se faz quase divindade. Mas há os que celebram e impõem o
espírito à natureza, evidenciando-o aos nossos olhos e nos revelando melhores
do que nós mesmos somos. Neles habita a beleza mais própria da arquitetura pois
vemos aí não apenas o edifício que se impõe contra a natureza, mas o edifício
que se impõe contra o próprio homem, tal como ele é, ao mostrar-nos e
conduzir-nos ao homem melhor do que ele é ou tal como deveria ser, como nas
tragédias. Essa beleza da arquitetura, portanto, é de alguma forma tirânica:
seu edifício é como o homem raro “capaz de um esforço contra si próprio, isto
é, o homem capaz de escolher e impor a si um certo si-mesmo”.
[12]
Um edifício feito da escolha, da liberdade de se escolher outro e melhor a si,
concebido no mais profundo encontro consigo mesmo, comunicando “à alma a emoção
de um acorde inesgotável”. Este edifício, que se concebe como sonho mais do que
como ciência – pois da análise não se passa ao êxtase, como avalia nosso arquiteto –
revela-nos as várias faces da alma, lentamente reconhecidas como forças e
graças a serem domadas pelo ato construtivo. Os filósofos conhecem
precipitadamente e o verdadeiro e o falso brilham igualmente aos seus olhos,
avalia Eupalinos. O arquiteto retarda suas formulações e não se contenta com a
contemplação imediata das idéias que lhe aparecem. Ele nada conclui
prematuramente e retarda as idéias de modo a que aquilo “que irá ser”, com todo
o seu vigor e novidade, encontre as exigências razoáveis “daquilo que foi”.
Rumar para o futuro e rumar para o passado são duas dimensões de um mesmo
movimento e a arquitetura se faz deste encontro do que fui e sou como que serei
ou devo ser. Por isso, cultiva-se aquilo que se vislumbra até fazer sua
prospecção encontrar nitidez junto à demanda de uma tradição a ser também
reconhecida, até conjugar bem o espaço com o tempo e o corpo com a alma. Este
edifício tem alma e canta, e por cantar nos move, como a Música, em direção às
preferências daquele que o concebeu. Tal competência não se encontra nas outras
artes, como a Pintura e a Escultura.
São três as
formas com que estas coisas são geradas, expõe-nos o fantasma de Sócrates: pelo
acaso; pré-definidas pela natureza (natura naturante) e em harmonia entre si
e com as outras coisas; ou geradas pelo homem, o qual viola a ordem natural e a
natureza das coisas. Os objetos criados pelo homem devem-se a atos de
pensamento e a atos construtivos que impõem às matérias (aí incluídos os
materiais, a luz, a linguagem e todo substrato de que nos servimos para
empreender nossas ações) seus princípios e seu projeto, ou seja, seu espírito, o qual não se encontra
nas coisas e que deve, em primeiro lugar, ser encontrado como delas separado. É
em função deste mundo humano que as coisas são visadas e a arquitetura é
criada.
Criando em
função do seu corpo, os homens concebem os seus instrumentos e aquilo que lhe é
útil. Criando em função de sua alma, ele concebe a arte e a beleza. Mas, além
destes dois princípios, há um terceiro que determina a nossa criação: o de
tentar comunicar às suas obras a resistência que o homem quer que elas oponham
ao seu destino de perecer. Assim, o homem procura, diz o fantasma de Sócrates,
a utilidade, a beleza e a duração. A analogia com a arquitetura é imediata. Nos
seus Dez Livros de Arquitetura, Vitrúvio diz que a Arquitetura se compõe de
três partes: firmitas (que confere a solidez do edifício e responde por sua parte
técnico-construtiva), utilitas (que responde por sua funcionalidade e pelo modo com
que atendem nossas demandas práticas ou corporais) e venustas (que corresponde à
beleza ou deleite estético e que satisfaz as demandas da alma). A mesma tríade
complexa define o objeto arquitetônico também em Leon Battista Alberti em seu De
Re Aedificatoria, concluído em 1452 e abrindo a tratadística moderna da arquitetura,
apenas dando à utilitas o novo termo de commoditas. E esta tríade responde, ainda em
Alberti, às três únicas coisas que são propriamente nossas, e que são
enumeradas no seu tratado I Libri della Famiglia: nosso corpo, nossa alma e nosso
tempo. A excelência da arquitetura repousa justamente em ela ter de lidar com e
satisfazer a estas três dimensões, simultaneamente, o que não ocorre
imediatamente nas demais artes. Somente a arquitetura atinge esta tríade do
corpo, da alma e do tempo, simultaneamente.
E, além
disso, responde por nossas demandas de eternidade, fundamental numa época onde
o efêmero, o transitório e o circunstancial adquiriram a primazia. Nossa
relação com o tempo é feita na díade entre o transitório e o eterno: só temos
sensação do que passa diante daquilo que não passa e, inversamente, nossas
noções de eterno só existem diante do instante e do fugaz.
[13]
A arquitetura é um dos suportes que ainda nos permite esta relação com o que
foi e com o que perdurará, que nos faz construir para além daquilo que nos
consome e providencia o encontro tanto com os que já foram quanto com os que
nos irão suceder.
A admiração
de Sócrates pela filosofia e pela relação com o tempo que emergem com a
arquitetura se faz misturada à revisão de sua própria herança:
“Ah!
Ai de mim! Um sábio que não deixa trás de si mais que o personagem de um
falante, e diversas palavras imortalmente abandonadas... Que fiz senão dar a
crer aos humanos que eu sabia muito mais que eles a respeito das coisas
duvidosas?... A vida não se pode defender contra essas imortais agonias... Eu
teria construído, cantado... Ó perda pensativa de meus dias! Que artista deixei
morrer. Enquanto a facilidade de minhas famosas palavras me persegue e me
aflige, eis que suscito para Eumênides minhas ações que não se realizaram,
minhas obras não nascidas...”
[14]
De Sócrates não ficaram
obras, mas apenas palavras inventadas. O anti-Sócrates aqui se apresenta: é o
construtor, detentor de uma outra espécie de filosofia. O mundo a ser
encontrado – a divindade e a suprema idéia de Bem – não o é por pensamentos e
palavras, mas por atos e combinação de atos, como os que presidem o trabalho do
arquiteto. Só com atos nos colocamos no grande desígnio, nos inserimos no mundo
e nos conhecemos e fazemos. E, de todos os atos,
“o mais completo é o de construir. Uma obra exige amor, meditação,
obediência ao teu mais belo pensamento, invenção de leis pela tua alma, e
muitas outras coisas que ela extrai maravilhosamente de ti e que não
suspeitavas possuir. Emana do mais íntimo de tua vida, sem contigo se
confundir. Se dotada de pensamento, pressentiria tua existência, a qual jamais
conseguiria provar ou conceber claramente.”
[15]
À serviço da vida humana,
o construtor separa, escolhe e reorganiza as matérias num composto preciso para
o corpo, prazeroso para a alma e resistente ao tempo, composto este que a
filosofia de Sócrates é vista incapaz de atingir, uma vez que ela não articula
o sensível, o inteligível e o ambiente dúplice em que transita nossa
temporalidade.
Compreendem-se
assim os valores maiores da arquitetura grega, como a geometria em que o
espírito se aplica para conformar a matéria desorganizada do mundo e impor-lhe
uma ordem perene que responda de forma equilibrada ao que nos constitui: o
corpo, a alma e o tempo. Esta resposta arquitetônica é bem diversa da que hoje
se manifesta em nossas construções e seria o caso de verificar a que visão de
mundo estas nos conduzem. O livro de Paul Valéry mostra-nos bem como a
arquitetura não é mera ilustração de uma filosofia, mas pode mesmo
contradizê-la e servir de fonte para um outro modo de filosofar. Um mesmo
templo grego, com suas formas geométricas a refinarem-se no tempo, conduz-nos
tanto ao eterno retorno de Platão e de Sócrates quanto a uma filosofia da obra
e do sensível que não se esgota na contemplação do mundo das idéias. A
arquitetura, quando realmente está presente nas obras que fazemos, nos remete
além dela própria: não à história da filosofia ou das idéias, mas às nossas
dúvidas e certezas, ao nosso próprio ato de filosofar, ao horizonte onde a
filosofia, a poesia e arte se encontram entre si e com nós mesmos: ou seja, ao
nosso modo próprio de habitar o mundo, a cidade, a casa e a história.
[1]
Este texto faz parte de
nossa pesquisa “Arquitetura, Humanismo e República”, desenvolvida com o apoio
do CNPq e foi apresentado pela primeira vez como subsídio ao Curso de
Especialização em temas filosóficos, promovido pelo Departamento de Filosofia
da UFMG, e no III Seminário Arquitetura e Conceito, ambos realizados no segundo
semestre de 2005.
[2] Utilizaremos aqui, ao longo de todo o nosso texto, a Edição bilíngue VALÉRY, Paul. Eupalinos ou o Arquiteto. Trad. Olga Reggiani. São Paulo: Editora 34, 1999. 189p.
[4]
Cf. VALÉRY, Paul. Eupalinos ou o Arquiteto. p. 51.
[5]
Cf. VALÉRY, Paul. Eupalinos ou o Arquiteto. p. 51.
[6]
Cf. VALÉRY, Paul. Eupalinos ou o Arquiteto. p. 51.
[7] HEIDEGGER, Martin. Construir, habitar, pensar. In: CHOAY, Françoise. O urbanismo. São Paulo: Perspectiva, 1979.
[8]
Sobre a revelação da
terra e presentificação do mundo como as operações que constituem a obra de
arte e as distinguem dos objetos instrumentais, cf. HEIDEGGER, Martin. A origem
da obra de arte. Kriterion, Revista do Departamento de Filosofia da UFMG.
[9]
Sobre o sentido do
decoro, do ornamento e do patrimônio ver BRANDÃO, Carlos Antônio Leite. Da
etimologia ao sentido do patrimônio. Interpretar Arquitetura, v. 2, n. 3 e, também
nosso, A crítica da forma na arquitetura. Interpretar Arquitetura, v. 3, n. 6. Interpretar
Arquitetura,
revista eletrônica do grupo “Hermenêutica e Arquitetura” que coordenamos, é
acessada no endereço www.arq.ufmg.br/ia.
[10]
Sobre esta não oposição
entre forma e conteúdo, cf. MERLEAU-PONTY, Maurice. A linguagem indireta e as
vozes do silêncio. In: Os pensadores. São Paulo: Abril Cultural.
[11]
Cf. VALÉRY, Paul. Eupalinos ou o Arquiteto. p. 53.
[12]
Cf. VALÉRY, Paul. Eupalinos ou o Arquiteto. p. 59.
[13]
Sobre isso, cf.
DOMINGUES, Ivan. O fio e a trama. Rio de Janeiro: Iluminuras.
[14] Cf. VALÉRY, Paul. Eupalinos ou o Arquiteto. p. 159-161.
[15]
Cf. VALÉRY, Paul. Eupalinos ou o Arquiteto. p. 167.