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Histórico - NEHCIT

  Histórico do Núcleo      
 

Em 24 de outubro de 1999, foi criado o Núcleo de Estudos da História da Ciência e da Técnica (NEHCIT) na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) com o objetivo de impulsionar pesquisas, fomentar discussões e projetos relativos à história da ciência e da técnica, estabelecendo intercâmbio acadêmico com núcleos, associações e pesquisadores de áreas afins. Criado pelos professores Myriam Bahia Lopes e Henrique Soares Carneiro. Em 2005, o NEHCIT passa a pertencer ao Departamento de Análise Crítica e Histórica da Arquitetura e do Urbanismo (ACR) da Escola de Arquitetura e Urbanismo (EA) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Como desdobramento de suas atividades, surgiram os grupos de pesquisa "Texto e Imagem' e "Cosmopolita", com a produção em várias parcerias com instituições públicas, cujos resultados o internauta poderá conferir navegando na aba "Projetos" do site. O NEHCIT é aberto à participação de todos os alunos, docentes e pesquisadores interessados em desenvolver atividades de pesquisa e de ensino e é sediado na sala 411 da Escola de Arquitetura da UFMG.

Questões em perfil

À história das ciências, disciplina com larga tradição entre historiadores, filósofos e epistemólogos, soma-se, nas últimas décadas, um novo domínio, o da história das técnicas. Se a identificação da história com o progresso e o enfoque teleológico sobre o qual ela se apoia já havia sido amplamente criticado nas ciências humanas, não o havia sido, na história das "ciências duras": física, matemática, química, para citarmos três exemplos (Citamos o pioneiro trabalho de Michel Serres e mais recentemente, o de Ilya Prigogine e Isabelle Stengers. Nas ciências biológicas mencionamos a importante reflexão conceitual de Georges Canguilhem e Michel Foucault). Os historiadores da técnica (Bruno Latour, Woolgar, Shapin, dentre outros) se lançam nesta empresa e usam os instrumentos de pesquisa fornecidos pelas ciências humanas: análise do discurso e de imagens, etnografia, filologia para acompanhar o processo de produção da ciência e da técnica, do laboratório aos livros de divulgação e agências financiadoras de pesquisa. Este enfoque aniquila o discurso tecnocrático da neutralidade e da universalidade da técnica e mostra "na ciência em ação" como a técnica é fruto de opções políticas, sociais e econômicas. Neste percurso os historiadores realizam a transdisciplinaridade, o confronto de metodologias, estabelecendo um diálogo com disciplinas diversas para melhor analisar os seus respectivos objetos de estudo. Distanciando-se de uma linhagem da epistemologia que denuncia a incompatibilidade da metáfora e do raciocínio analógico com o discurso racional ocidental, é o próprio fundamento da divisão entre discurso ficcional e discurso científico que é objeto da análise crítica dos historiadores.

 

 

 
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