Grupos de Pesquisa

Acessibilidade em Design e Arquitetura para a Pesquisa e Treinamento em Serviços de Extensão (ADAPTSE)
Implantado em 1996 mediante o projeto “Acessibilidade Fazendo Escola”, o ADAPTSE é um laboratório de pesquisas que se constitui referência na UFMG em análises pós-ocupação de ambientes recém-construídos ou adaptados para a acessibilidade. A estrutura física do laboratório possui conexões para instalação de computadores e periféricos em rede, sala de reuniões e biblioteca privativa.Neste espaço, o Laboratório desenvolve trabalhos de investigação científico-tecnológica sobre a representação multi-midial de soluções de acessibilidade e de design universal. Entre 1993-1996, a incorporação de equipamentos entitulados “Modelos Virtuais para a Arquitetura Sem Barreiras” e a elaboração de um material multi-midial sobre acessibilidade resultou na produção de relatórios técnicos e apostilas em disciplinas inovadoras sobre procedimentos de projeto arquitetônico e análise do meio edificado. O ADAPTSE tornou-se então o primeiro Laboratório acadêmico do país a desenvolver ensino, extensão e pesquisas na área de acessibilidade. Em 2006, o ADAPTSE obteve apoio do CNPq para a pesquisa “Mapas de Acessibilidade na Área Central do Campus da UFMG”, a qual se desenvolveu com a participação de duas estudantes de mestrado: Angélica Fátima Baldin Picceli e Camilla Fortini Pinto Grenfell e foi concluida em outubro de 2009. Líder: Prof. Marcelo P. Guimarães.

Arquitetura, Humanismo e República
Iniciado em 2005, este grupo continua os estudos desenvolvidos pelo grupo Hermenêutica e Arquitetura (1999-2005), que realizou 8 números da revista Interpretar Arquitetura e dois Seminários Interpretar Arquitetura. Por “Humanismo” entende-se o que se origina dos “studia humanitatis” do renascimento florentino, responsáveis pela formação do “humano do homem”. Por “república” entende-se a primazia dada ao bem e ao mundo público sobre os valores emanados do privado, do “todo” sobre as “partes”. Ultrapassando o contexto do “quattrocento”, o grupo se dedica ao estudo da produção arquitetônica e urbanística orientada para este mundo comum e este “humano do homem”, a partir de três eixos principais: a) pesquisar a arquitetura de matriz renascentista e suas relações tanto as demais artes, técnicas, ciências e cultura do período quanto as da atualidade; b) estudar o papel da arquitetura brasileira na construção de nossa “res publica”; c) conectar a arquitetura, o urbanismo e os demais campos do conhecimento dentro de uma perspectiva em que diluem-se as fronteiras disciplinares e constitui-se uma “república de saberes”, como sugerido pela Renascença e requerido pelo século XXI. Líder: Prof. Carlos Antônio Leite Brandão.

COMPUTAÇÃO AMBIENTAL
A tecnologia da informação parece ser uma das chaves para construção e recuperação das cenas urbanas e espaços arquitetônicos, baseando-se em parâmetros de crescimento sustentáveis e justificáveis através do uso estratégico de capacidades computacionais instaladas visando auxiliar as atividades rotineiras. Nosso grupo de pesquisa busca desenvolver, catalogar e estudar sistemas onde espaço e a computação se entrelaçam, constituindo interfaces rotineiras, econômicas e intuitivas para a interação com as atividades e pessoas, buscando minimizar custosas intervenções físicas em áreas da cidade ou no interior das edificações. Portanto, nosso trabalho repercute nos estudos e avanços da computação móvel e, sobretudo, da computação contextual ou computação ubíqua, que chamamos aqui de “Computação Ambiental”, porquê focalizamos a capacidade ecológica de tais tecnologias na busca de melhorias dos lugares onde são estratégicamente aplicadas. Pretendemos, com isso, prover inspiração e a habilidade em aproximar equipes transdisciplinares, na busca de interpretações de soluções com TI e espaço. Esse processo de interpretação é ainda aberto mas, com o quadro teórico que desenvolvemos, passa a ser uma reflexão sistemática e com interpretações criticáveis, objetivas e racionais. Por fim, nossas pesquisas repercutem na melhoria da qualidade dos espaços através da criação/reforma/gestão e estudo de sistemas de computação ambiental. Ou seja, buscamos criar no cenário brasileiro um ponto de referência para aproximar áreas distintas, quando produzimos gadgets, hardwares, softwares e simuladores que reforçam as qualidades dos lugares, tais como a territorialidade, a identidade, a privacidade e a ambiência.

Estúdio Virtual de Arquitetura (EVA)
O grupo desenvolve processos informatizados de participação de usuários e métodos informatizados de treinamento de mão-de-obra mutirante e tem feito uma grande inovação metodológica no que diz respeito aos projetos e execução de empreendimentos habitacionais populares. Além disso, o grupo desenvolve abordagens qualitativas na avaliação do ambiente construído, o que resulta na realimentação do processo de projeto, gerando métodos mais eficazes da atuação do arquiteto junto à comunidade. Atualmente o grupo desenvolve os seguintes projetos: Habitar Belo Horizonte: ocupando o centro- HBH Residencial Serra Verde – SRV Ambos financiados pela Finep e executados em parceria com a Puc-Minas e a Prefeitura de Belo Horizonte. Líder: Profa. Maria Lúcia Malard.

GRAFT – Grupo de Pesquisa em Gestão de Projetos, Arquitetura Efêmera e Tecnologia de Museus
O GRAFT reúne professores, pesquisadores, estudantes e profissionais de diversas áreas, num esforço interdisciplinar para abordar temas complexos interligados. O GRAFT tem como foco pesquisas em gestão de projetos, softwares de gestão e elaboração de projetos, teletrabalho, ensino a distância, exposições (expografia e museografia) – arquitetura efêmera, arquitetura e tecnologia de museus, conservação preventiva, desenho, ilustração científica e fotografia. Anteriormente denominado PROPEC, o grupo é registrado no CNPq desde 2005 e certificado pela UFMG, integrando o Departamento de Tecnologia da Escola de Arquitetura. Grande parte das atividades do grupo se realiza virtualmente, por meio do seu laboratório LavGRAFT. Além disto, são organizadas reuniões de discussão e pesquisa, projetos, eventos, cursos e outras atividades presenciais.

Laboratório de Estudos Urbanos e Metropolitanos (LAB-URB)

Agregando pesquisadores de diversos departamentos da Escola de Arquitetura e de outras unidades da UFMG, bem como estudantes de graduação e pós-graduação, tem por objetivo: a) produzir conhecimento aprofundado sobre a realidade urbana de Minas Gerais, particularmente da Região Metropolitana de Belo Horizonte, bem como reflexões sobre as transformações recentes e as possibilidades do planejamento urbano e metropolitano; b) criar ambiente propício à produção científica e à divulgação de informações e de resultados de pesquisas; c) contribuir para a formulação de políticas públicas de desenvolvimento urbano, principalmente a partir da geração de informações e análises sobre a realidade urbana e metropolitana particularmente de Minas Gerais. Líder: Profa. Jupira Gomes de Mendonça.
 
Laboratório Gráfico para Experimentação Arquitetônica (LAGEAR)
O grupo de pesquisa comporta três eixos de investigação: pesquisar e divulgar o uso das tecnologias digitais na produção da arquitetura; experimentações na produção de espaços-evento, espaços não deterministas onde as atividades possíveis não são predefinidas; abordar a zona limítrofe entre arte e arquitetura, investigando os pontos de tangência entre o engajamento corporal e a construção da experiência em níveis não racionais. Investigando também os três eixos na sua dimensão pedagógica, ou seja, nas suas implicações para o ensino e o aprendizado. Líder: Prof. José dos Santos Cabral Filho

 Morar de Outras Maneiras (MOM)

Objetivo do MOM é investigar processos de produção de moradias que combinem autonomia dos moradores, economia solidária e tecnologias construtivas de baixo impacto ambiental. As pesquisas do MOM são destinadas sobretudo as pessoas que, hoje, ou produzem suas moradias informalmente, com a escassez de recursos financeiros, técnicos e jurídicos nisso implicada, ou se submetem a empreendimentos formais nos quais têm pouco poder de decisão. Em contrapartida, trata-se de desenvolver processos em que as decisões são tomadas por aqueles que mais diretamente sofrem suas conseqüências, seja enquanto usuários, seja enquanto trabalhadores da construção. Líder: Profa. Silke Kapp.

 Núcleo de Estudos da História da Ciência e da Técnica

Em 24/10/1999, foi criado o NEHCIT na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Essa universidade constituiu-se ao longo de sua história como um dos focos pioneiros de formação científica no Brasil. Às primeiras escolas de Farmácia e de Minas, vieram reunir-se outros institutos e faculdades em meio a acervos e bibliotecas que guardam preciosos registros da memória do ensino e da pesquisa científica no país. com o objetivo de impulsionar pesquisas, fomentar discussões e projetos relativos à história da ciência e da técnica, estabelecendo intercâmbio acadêmico com núcleos, associações e pesquisadores de áreas afins. Criado pelos professores Myriam Bahia Lopes e Henrique Soares Carneiro, o NEHCIT passa a pertencer ao Departamento de Análise Crítica e Histórica da Arquitetura e do Urbanismo (ACR) da Escola de Arquitetura e Urbanismo(EA) da UFMG em 2005; ele é aberto à participação de todos os alunos, docentes e pesquisadores interessados em desenvolver atividades de pesquisa e de ensino.

 Praxis

As pesquisas do PRAXIS agregam pesquisadores da EA/UFMG e de outras instituições, graduandos e pós-graduandos, com o objetivo comum de investigar o espaço urbano como meio estruturado e estruturante da vida cotidiana. Interesses de pesquisa: Práticas informacionais; Mediação da informação; Assistência técnica; Open Building – Arquitetura Aberta; Processos de projeto e produção compartilhados; Formas diversificadas de expressão crítica; Experiências espontâneas, compartilhadas e criativas dos espaços do cotidiano. Líder: Profa. Denise Morado Nascimento.
 
Teoria do projeto
Enquanto a teoria, história e crítica da arquitetura se ocupam do que está pronto, a teoria do projeto, englobando, como subcapítulo seu, a história das metodologias de projeto, é uma aposta na qual a prática da projetação arquitetônica pode se beneficiar de uma abordagem teórica construída sobre a consideração de processos efetivos de projeto, não comprometida com ideologias quaisquer. A teoria do projeto não se pretende normativa, mas investiga os modos de se projetar. E esse conhecimento carrega, em seu corpus, a noção de que a incompletude daquilo que está em contínua transformação, ou seja, dos processos criativos, atua como propulsora para a solução de projetos.Líder: Prof. Otávio C. Silviano Brandão.