﻿{"id":1214290,"date":"2026-09-09T18:31:54","date_gmt":"2026-09-09T21:31:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.arq.ufmg.br\/ea\/?p=1214290"},"modified":"2026-09-10T19:00:53","modified_gmt":"2026-09-10T22:00:53","slug":"da-cidade-da-sensibilidade-a-casa-do-imaginario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.arq.ufmg.br\/ea\/da-cidade-da-sensibilidade-a-casa-do-imaginario\/","title":{"rendered":"Da cidade da sensibilidade \u00e0 casa do imagin\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<div id=\"pl-1214290\"  class=\"panel-layout\" ><div id=\"pg-1214290-0\"  class=\"panel-grid panel-has-style\" ><div class=\"panel-row-style panel-row-style-for-1214290-0\" ><div id=\"pgc-1214290-0-0\"  class=\"panel-grid-cell\" ><div id=\"panel-1214290-0-0-0\" class=\"so-panel widget widget_sow-image panel-first-child panel-last-child\" data-index=\"0\" ><div\n\t\t\t\n\t\t\tclass=\"so-widget-sow-image so-widget-sow-image-default-dbf295114b96-1214290\"\n\t\t\t\n\t\t>\n<div class=\"sow-image-container\">\n\t\t\t<a href=\"http:\/\/www.editoraufmg.com.br\"\n\t\t\ttarget=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" \t\t>\n\t\t\t<img \n\tsrc=\"https:\/\/www.arq.ufmg.br\/ea\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Da-cidade-da-sensibilidade.jpg\" width=\"1077\" height=\"131\" srcset=\"https:\/\/www.arq.ufmg.br\/ea\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Da-cidade-da-sensibilidade.jpg 1077w, https:\/\/www.arq.ufmg.br\/ea\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Da-cidade-da-sensibilidade-300x36.jpg 300w, https:\/\/www.arq.ufmg.br\/ea\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Da-cidade-da-sensibilidade-1024x125.jpg 1024w, https:\/\/www.arq.ufmg.br\/ea\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Da-cidade-da-sensibilidade-768x93.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1077px) 100vw, 1077px\" title=\"Carlos Ant\u00f4nio Leite Brand\u00e3o investiga a Sensibilidade e o Imagin\u00e1rio entre a cidade, a casa e a pr\u00f3pria experi\u00eancia\" alt=\"Carlos Ant\u00f4nio Leite Brand\u00e3o investiga a Sensibilidade e o Imagin\u00e1rio entre a cidade, a casa e a pr\u00f3pria experi\u00eancia\" \t\tclass=\"so-widget-image\"\/>\n\t\t\t<\/a><\/div>\n\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><div id=\"pg-1214290-1\"  class=\"panel-grid panel-has-style\" ><div class=\"panel-row-style panel-row-style-for-1214290-1\" ><div id=\"pgc-1214290-1-0\"  class=\"panel-grid-cell\" ><div id=\"panel-1214290-1-0-0\" class=\"so-panel widget widget_sow-headline panel-first-child panel-last-child\" data-index=\"1\" ><div class=\"panel-widget-style panel-widget-style-for-1214290-1-0-0\" ><div\n\t\t\t\n\t\t\tclass=\"so-widget-sow-headline so-widget-sow-headline-default-bb4540548e70-1214290\"\n\t\t\t\n\t\t><div class=\"sow-headline-container \">\n\t\t\t\t\t\t\t<h2 class=\"sow-headline\">\n\t\t\t\t\t\t<strong>Da cidade da sensibilidade \u00e0 casa do imagin\u00e1rio<br \/>Carlos Ant\u00f4nio Leite Brand\u00e3o<\/strong>\t\t\t\t\t\t<\/h2>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"decoration\">\n\t\t\t\t\t\t<div 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class=\"siteorigin-widget-tinymce textwidget\">\n\t<p>Em Da cidade da sensibilidade \u00e0 casa do imagin\u00e1rio, professor da Escola de Arquitetura da UFMG aproxima teoria, mem\u00f3ria e experi\u00eancia pessoal para refletir sobre o que ainda resta de humano em uma \u00e9poca dominada por imagens, algoritmos e informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>H\u00e1 livros que procuram explicar o mundo. Outros preferem percorr\u00ea-lo. Da cidade da sensibilidade \u00e0 casa do imagin\u00e1rio, novo livro de Carlos Ant\u00f4nio Leite Brand\u00e3o, professor titular da Escola de Arquitetura da UFMG, nasce desse segundo impulso. Publicada pela Editora UFMG, a obra re\u00fane dois ensaios escritos em momentos distintos \u2013 o primeiro, sobre a Sensibilidade, elaborado em 2023; o segundo, sobre o Imagin\u00e1rio, escrito dois anos depois \u2013 e prop\u00f5e uma investiga\u00e7\u00e3o que atravessa arquitetura, cidade, arte, filosofia, hist\u00f3ria e literatura, mas que encontra seu ponto de partida, e de chegada, na experi\u00eancia de quem escreve.<\/p>\n<p>O lan\u00e7amento acontecer\u00e1 no dia 24 de setembro, das 18h30 \u00e0s 20h30, na Quixote Livraria e Caf\u00e9, em Belo Horizonte.<\/p>\n<p>Inspirado nos Cahiers de Paul Val\u00e9ry, Brand\u00e3o constr\u00f3i uma reflex\u00e3o sobre a maneira como Sensibilidade e Imagin\u00e1rio se inscrevem no pensamento, nos afetos, nos objetos, na casa e nas cidades. A arquitetura, nesse percurso, deixa de ser apenas objeto de investiga\u00e7\u00e3o acad\u00eamica para tornar-se tamb\u00e9m uma forma de experimentar o mundo e de compreender aquilo que nos constitui.<\/p>\n<p>A escolha de reunir os dois textos em um \u00fanico volume n\u00e3o \u00e9 apenas editorial. Embora possam ser lidos separadamente, os livros compartilham uma mesma matriz te\u00f3rica e se iluminam mutuamente. Ao ensaio acad\u00eamico e filos\u00f3fico o autor acrescenta aquilo que chama de \u201censaio cr\u00f4nico\u201d: uma escrita em que reflex\u00e3o e experi\u00eancia pessoal se entrela\u00e7am.<\/p>\n<p>Entre a teoria e a experi\u00eancia<\/p>\n<p>A singularidade da obra est\u00e1 justamente nesse movimento. Brand\u00e3o parte de uma longa trajet\u00f3ria como pesquisador da arquitetura, da cidade e da hist\u00f3ria da arte, mas decide deslocar o olhar para aquilo que a experi\u00eancia intelectual muitas vezes deixa \u00e0 margem: as lembran\u00e7as, os afetos, os lugares, os encontros, as perdas e as marcas que o mundo produz no corpo e na mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>\u00c9 uma mudan\u00e7a de perspectiva que o pr\u00f3prio autor associa a escritores como Montaigne e Proust. Em vez de separar conhecimento e experi\u00eancia, o livro procura aproxim\u00e1-los. Escrever torna-se, assim, uma forma de investigar simultaneamente o mundo e a si mesmo.<\/p>\n<p>A palavra \u201cescavar\u201d aparece como uma das imagens centrais dessa escrita. Para Brand\u00e3o, escrever \u00e9 lavrar a pr\u00f3pria experi\u00eancia, retirar dela aquilo que permanece soterrado e transformar essa mat\u00e9ria em conhecimento. A caderneta que carrega consigo funciona como uma esp\u00e9cie de instrumento de prospec\u00e7\u00e3o: ao registrar o que v\u00ea e sente, o autor tamb\u00e9m se investiga.<\/p>\n<p>Essa dimens\u00e3o autobiogr\u00e1fica, entretanto, n\u00e3o transforma o livro em uma narrativa de si. Ao contr\u00e1rio: a experi\u00eancia individual \u00e9 utilizada como passagem para quest\u00f5es mais amplas. Como percebemos os lugares? De que modo a mem\u00f3ria interfere naquilo que vemos? Como os espa\u00e7os habitados participam da constitui\u00e7\u00e3o de nossa subjetividade? O que acontece com nossa capacidade de sentir e imaginar quando somos permanentemente atravessados por imagens e informa\u00e7\u00f5es?<\/p>\n<p>Uma \u00e9poca que amea\u00e7a a Sensibilidade<\/p>\n<p>\u00c9 nesse ponto que a reflex\u00e3o do livro adquire uma dimens\u00e3o cr\u00edtica. Brand\u00e3o identifica no presente uma esp\u00e9cie de \u201cbarb\u00e1rie hi-tech e soft\u201d, produzida pela presen\u00e7a cont\u00ednua de algoritmos, imagens e informa\u00e7\u00f5es que disputam nossa aten\u00e7\u00e3o e moldam nossa percep\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para o autor, Sensibilidade e Imagin\u00e1rio s\u00e3o territ\u00f3rios que precisam ser recuperados. N\u00e3o se trata de uma rejei\u00e7\u00e3o \u00e0 tecnologia, mas de uma advert\u00eancia sobre a possibilidade de o humano perder progressivamente a capacidade de perceber, imaginar, recordar e atribuir sentido \u00e0 pr\u00f3pria experi\u00eancia.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o ganha for\u00e7a porque n\u00e3o \u00e9 apresentada apenas como um problema abstrato. O autor procura experiment\u00e1-la no contato com lugares concretos. O Memorial de Brumadinho e a Pra\u00e7a da Independ\u00eancia, em Belo Horizonte, por exemplo, tornam-se espa\u00e7os de investiga\u00e7\u00e3o: s\u00e3o lugares observados a partir daquilo que provocam no corpo, na mem\u00f3ria e na Sensibilidade.<\/p>\n<p>A arquitetura aparece, ent\u00e3o, em uma dimens\u00e3o que ultrapassa sua materialidade. Uma pra\u00e7a, uma casa ou um edif\u00edcio n\u00e3o s\u00e3o apenas formas organizadas no espa\u00e7o. Podem despertar lembran\u00e7as, produzir afetos, provocar desconforto, acolher, ferir ou transformar a maneira como algu\u00e9m se relaciona com o mundo.<\/p>\n<p>Da cidade \u00e0 casa<\/p>\n<p>O percurso sugerido pelo t\u00edtulo tamb\u00e9m indica um movimento de aproxima\u00e7\u00e3o. A \u201cCidade da Sensibilidade\u201d conduz \u00e0 \u201cCasa do Imagin\u00e1rio\u201d; do espa\u00e7o coletivo ao espa\u00e7o \u00edntimo, da cidade \u00e0 casa, do mundo exterior \u00e0 interioridade.<\/p>\n<p>Nesse caminho, a casa deixa de ser apenas abrigo f\u00edsico. \u00c9 tamb\u00e9m territ\u00f3rio da mem\u00f3ria e da imagina\u00e7\u00e3o, lugar onde experi\u00eancias, objetos, afetos e lembran\u00e7as se acumulam. Ao propor que o leitor investigue a pr\u00f3pria casa e os lugares que percorreu, Brand\u00e3o desloca a pesquisa para al\u00e9m das p\u00e1ginas do livro.<\/p>\n<p>A leitura passa a ser, desse modo, um convite \u00e0 observa\u00e7\u00e3o. O quarto da inf\u00e2ncia, uma rua, uma pra\u00e7a, uma paisagem ou um objeto cotidiano podem conter uma hist\u00f3ria que ainda n\u00e3o foi percebida. O livro sugere que olhar novamente para esses espa\u00e7os pode ser tamb\u00e9m uma forma de olhar novamente para si.<\/p>\n<p>Um arquiteto diante da pr\u00f3pria trajet\u00f3ria<\/p>\n<p>A proposta ganha especial densidade quando considerada \u00e0 luz da trajet\u00f3ria do autor. Arquiteto, mestre e doutor em Filosofia pela UFMG, professor titular da Escola de Arquitetura da Universidade e pesquisador do CNPq, Carlos Ant\u00f4nio Leite Brand\u00e3o dedica-se \u00e0 hist\u00f3ria, \u00e0 teoria e \u00e0 filosofia da arquitetura e da arte, com \u00eanfase no Renascimento.<\/p>\n<p>Sua produ\u00e7\u00e3o inclui livros como Genealogia da cidade, vencedor do Pr\u00eamio Jabuti de 2024, Arquitetura, humanismo e Rep\u00fablica: a atualidade do De re aedificatoria, Quid Tum? O combate da arte em Leon Battista Alberti e A forma\u00e7\u00e3o do homem moderno vista atrav\u00e9s da arquitetura, todos publicados pela Editora UFMG.<\/p>\n<p>Em Da cidade da sensibilidade \u00e0 casa do imagin\u00e1rio, entretanto, o pesquisador parece colocar sua pr\u00f3pria trajet\u00f3ria sob investiga\u00e7\u00e3o. O conhecimento acumulado ao longo de d\u00e9cadas n\u00e3o desaparece; \u00e9 colocado em di\u00e1logo com a mem\u00f3ria, os afetos e as experi\u00eancias vividas.<\/p>\n<p>\u00c9 nesse encontro entre o professor e o homem, entre a teoria e a experi\u00eancia, entre a arquitetura e a literatura, que surge o que Brand\u00e3o chama de \u201censaio cr\u00f4nico\u201d. Uma escrita que n\u00e3o pretende oferecer respostas definitivas, mas abrir espa\u00e7o para que o leitor tamb\u00e9m se interrogue.<\/p>\n<p>No fundo, o livro prop\u00f5e uma pergunta que ultrapassa seus dois conceitos centrais: o que fazemos com aquilo que sentimos, imaginamos e lembramos em um mundo que parece cada vez mais empenhado em sentir, imaginar e lembrar por n\u00f3s?<\/p>\n<p>A resposta, para Brand\u00e3o, talvez esteja na pr\u00f3pria experi\u00eancia de escrever \u2013 e na possibilidade de o leitor fazer o mesmo movimento. Percorrer novamente os lugares que o constitu\u00edram, observar os objetos que o cercam, recuperar mem\u00f3rias e reconhecer os afetos que ainda permanecem neles.<\/p>\n<p>A Sensibilidade, sugere o autor, n\u00e3o \u00e9 um territ\u00f3rio dado de uma vez por todas. \u00c9 algo que precisa ser cultivado, investigado e, sobretudo, preservado. \u201cA sua Sensibilidade \u00e9 sua, e de mais ningu\u00e9m\u201d, escreve ao final do pr\u00f3logo. E \u00e9 justamente essa experi\u00eancia singular, entregue ao leitor \u201cde corpo e alma\u201d, que sustenta a aposta central do livro: recuperar, no interior da vida cotidiana, aquilo que ainda pode nos devolver ao humano.<\/p>\n<p>SERVI\u00c7O<\/p>\n<p>Lan\u00e7amento de Da cidade da sensibilidade \u00e0 casa do imagin\u00e1rio<\/p>\n<p>Autor: Carlos Ant\u00f4nio Leite Brand\u00e3o<br \/>\nData: 24 de setembro de 2026 (quinta-feira)<br \/>\nHor\u00e1rio: das 18h30 \u00e0s 20h30<br \/>\nLocal: Quixote Livraria e Caf\u00e9<br \/>\nEndere\u00e7o: Rua Fernandes Tourinho, 274, Savassi \u2013 Belo Horizonte (MG)<br \/>\nTelefone: (31) 3227-3077<br \/>\nEditora: Editora UFMG<br \/>\nISBN: 978-65-5858-199-4<\/p>\n<\/div>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><div id=\"pg-1214290-3\"  class=\"panel-grid panel-has-style\" ><div class=\"panel-row-style panel-row-style-for-1214290-3\" ><div id=\"pgc-1214290-3-0\"  class=\"panel-grid-cell panel-grid-cell-empty\" ><\/div><\/div><\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Da cidade da sensibilidade \u00e0 casa do imagin\u00e1rioCarlos Ant\u00f4nio Leite Brand\u00e3o Em Da cidade da sensibilidade \u00e0 casa do imagin\u00e1rio, professor da Escola de Arquitetura da UFMG aproxima teoria, mem\u00f3ria e experi\u00eancia pessoal para refletir sobre o que ainda resta de humano em uma \u00e9poca dominada por imagens, algoritmos e informa\u00e7\u00f5es. 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