﻿{"id":414008,"date":"2017-05-12T21:26:51","date_gmt":"2017-05-13T00:26:51","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.arq.ufmg.br\/ea\/?p=414008"},"modified":"2017-05-12T22:15:08","modified_gmt":"2017-05-13T01:15:08","slug":"programa-catadores-de-sonhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.arq.ufmg.br\/ea\/programa-catadores-de-sonhos\/","title":{"rendered":"Programa Catadores de Sonhos"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"page-title\";>&#8216;Catadores de sonhos&#8217; favorece inclus\u00e3o de artes\u00e3s e trabalhadores que coletam materiais recicl\u00e1veis<\/h1>\n<p>&nbsp;<br \/>\n<div id=\"attachment_414027\" style=\"width: 453px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/tvufmg\/videos\/1384423631615334\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-414027\" src=\"https:\/\/sites.arq.ufmg.br\/ea\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/Catadres-443-x-222.png\" alt=\"Clique na imagem para assistir o v\u00eddeo da TV UFMG\" width=\"443\" height=\"222\" class=\"size-full wp-image-414027\" srcset=\"https:\/\/www.arq.ufmg.br\/ea\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/Catadres-443-x-222.png 443w, https:\/\/www.arq.ufmg.br\/ea\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/Catadres-443-x-222-300x150.png 300w, https:\/\/www.arq.ufmg.br\/ea\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/Catadres-443-x-222-250x125.png 250w, https:\/\/www.arq.ufmg.br\/ea\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/Catadres-443-x-222-150x75.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 443px) 100vw, 443px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-414027\" class=\"wp-caption-text\">Clique na imagem para assistir o v\u00eddeo da TV UFMG<\/p><\/div>A rotina de Maria Moreira come\u00e7a cedo. \u00c0s 6h30, depois de um caf\u00e9 refor\u00e7ado e uma conferida no carrinho de m\u00e3o, l\u00e1 vai ela, recolhendo embalagens e materiais recicl\u00e1veis dispersos pelas ruas da regi\u00e3o do Barreiro, em Belo Horizonte. &#8220;Estou h\u00e1 muito tempo na \u00e1rea. Completei o ensino m\u00e9dio, descobri essa atividade e, desde ent\u00e3o, n\u00e3o parei mais. O pessoal daqui j\u00e1 me conhece bem&#8221;, conta. Maria \u00e9 uma das milhares de trabalhadoras que vivem da cata\u00e7\u00e3o de materiais recicl\u00e1veis. Segundo o IBGE, as mulheres representam 31,1% do total de brasileiros declarados como catadores de res\u00edduos no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Em outra parte da cidade, mais precisamente no bairro Cidade Nova, na Zona Leste de BH, tubos e papel\u00f5es reciclados ganham novas cores e formas nas m\u00e3os de V\u00e2nia Landim, ex-pedagoga e artes\u00e3 h\u00e1 aproximadamente 20 anos. &#8220;Fa\u00e7o bancos, cadeiras, mesas e casinhas de papel\u00e3o. Pelo fato de lecionar durante 10 anos na pr\u00e9-escola, comecei fazendo os brinquedos para atender \u00e0s minhas necessidades pedag\u00f3gicas&#8221;, explica. H\u00e1 quem duvide do sucesso do seu of\u00edcio, mas dados do IBGE sobre a produ\u00e7\u00e3o artesanal no Brasil revelam que 10 milh\u00f5es de brasileiros vivem direta ou indiretamente da atividade, movimentando R$ 50 bilh\u00f5es por ano.<\/p>\n<p>S\u00e3o pessoas como elas que o programa de extens\u00e3o Casos: catadores de sonhos contemplou em apenas dois anos de atividades. A experi\u00eancia est\u00e1 sendo transformada em livro que dever\u00e1 ser publicado ainda no primeiro semestre de 2017, como antecipa o coordenador, Glaucinei Correa, professor da Escola de Arquitetura. &#8220;A proposta de escrever o livro, no qual relataremos todo o desenvolvimento do programa, os resultados e a metodologia, surgiu desde o in\u00edcio, quando formalizei a a\u00e7\u00e3o como programa de extens\u00e3o. O objetivo \u00e9 compartilhar com as pessoas o que aprendemos nessa rela\u00e7\u00e3o com os catadores e com as artes\u00e3s: foi uma experi\u00eancia muito rica, da qual tiramos muitas li\u00e7\u00f5es para nossa vida profissional e tamb\u00e9m pessoal&#8221;, explica.<\/p>\n<p>A iniciativa envolve a\u00e7\u00f5es de design e promove a inclus\u00e3o socioecon\u00f4mica de catadores e de artes\u00e3s por meio de dois projetos: Design Reciclado, cujo objetivo \u00e9 gerar fonte de renda alternativa para os profissionais por meio do desenvolvimento de produtos pr\u00f3prios da Associa\u00e7\u00e3o dos Catadores de Papel, Papel\u00e3o e Material Reaproveit\u00e1vel (Asmare), e o Oficinas Design, com o Grupo Oficin\u00e1rio, que possibilita o aperfei\u00e7oamento do produto artesanal, promovendo atividades tem\u00e1ticas.<\/p>\n<p>O programa conta com intensa participa\u00e7\u00e3o de bolsistas. Em interface com o ensino e a pesquisa, a iniciativa nasceu de uma atividade da disciplina Design II, na qual os alunos, juntamente com a Asmare, tiveram que desenvolver produtos usando materiais recicl\u00e1veis. Al\u00e9m da cria\u00e7\u00e3o dos objetos, no decorrer das aulas, os estudantes identificaram a necessidade de aperfei\u00e7oar a\u00e7\u00f5es de comunica\u00e7\u00e3o e marketing da Associa\u00e7\u00e3o. Assim, o projeto se estendeu e ultrapassou os limites da sala de aula.<\/p>\n<p>Glaucinei explica que a iniciativa nasceu da demanda de produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de produtos da Asmare. Ap\u00f3s o per\u00edodo inicial de imers\u00e3o na associa\u00e7\u00e3o, os bolsistas acabaram conhecendo o grupo de artes\u00e3s, que, na \u00e9poca, se encontravam no Reciclo, espa\u00e7o do restaurante administrado pela entidade. Da\u00ed em diante, por meio das oficinas, a rela\u00e7\u00e3o entre bolsistas, catadores e artes\u00e3s possibilitou n\u00e3o s\u00f3 a troca de conhecimentos profissionais, mas um di\u00e1logo enriquecedor entre viv\u00eancias t\u00e3o distintas. &#8220;Em dezembro de 2016, as artes\u00e3s apresentaram na Escola de Arquitetura os seus pr\u00f3prios produtos, desenvolvidos com base no conte\u00fado compartilhado nas oficinas&#8221;, conta o coordenador.<\/p>\n<h3>Fotos e mensagens<\/h3>\n<p>O bolsista Wilton Duarte, estudante de Design Industrial, destaca a import\u00e2ncia da extens\u00e3o na sua forma\u00e7\u00e3o e o aprendizado que acumulou durante os dois anos de atua\u00e7\u00e3o no programa. &#8220;Eu aprendi a lidar com situa\u00e7\u00f5es e opini\u00f5es diferentes, porque apresent\u00e1vamos nossas ideias para todo mundo. Al\u00e9m disso, est\u00e1vamos revisando o tempo inteiro o conte\u00fado que v\u00edamos na sala de aula com os temas das oficinas. A experi\u00eancia de trabalho com esse p\u00fablico foi muito boa&#8221;, avalia.<\/p>\n<p>A artes\u00e3 Lourdes Rivera, uma das participantes das oficinas, tamb\u00e9m considera positiva a parceria e at\u00e9 hoje envia aos alunos fotos dos produtos desenvolvidos com base no aprendizado compartilhado, al\u00e9m de mensagens carinhosas de agradecimento. &#8220;Foi um projeto muito importante para todas n\u00f3s, que nos deu muito conhecimento. Sinto-me agradecida porque aprendi muito.&#8221;<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o de extens\u00e3o j\u00e1 foi premiada duas vezes na Semana do Conhecimento da UFMG \u2013 na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o, as pr\u00f3prias artes\u00e3s receberam a homenagem em cerim\u00f4nia na Universidade. Resultados da iniciativa tamb\u00e9m j\u00e1 foram apresentados em eventos internacionais, sendo o mais recente na Argentina. <\/p>\n<h4>Mais informa\u00e7\u00f5es est\u00e3o dispon\u00edveis no <a href=\"http:\/\/www.arq.ufmg.br\/catadores\/wp-content\/themes\/catadadores\/\" target=\"_blank\"><strong>site.<\/strong><\/a><\/h4>\n<p>(H\u00e9lvio Moreira, bolsista de jornalismo da Pr\u00f3-reitoria de Extens\u00e3o \/ Boletim 1976)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8216;Catadores de sonhos&#8217; favorece inclus\u00e3o de artes\u00e3s e trabalhadores que coletam materiais recicl\u00e1veis &nbsp; A rotina de Maria Moreira come\u00e7a cedo. \u00c0s 6h30, depois de um caf\u00e9 refor\u00e7ado e uma conferida no carrinho de m\u00e3o, l\u00e1 vai ela, recolhendo embalagens\u2026<\/p>\n<p> <a class=\"continue-reading-link\" href=\"https:\/\/www.arq.ufmg.br\/ea\/programa-catadores-de-sonhos\/\"><span><\/span><i class=\"crycon-right-dir\"><\/i><\/a> <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[31],"tags":[],"class_list":["post-414008","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ea"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.arq.ufmg.br\/ea\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/414008","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.arq.ufmg.br\/ea\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.arq.ufmg.br\/ea\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.arq.ufmg.br\/ea\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.arq.ufmg.br\/ea\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=414008"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/www.arq.ufmg.br\/ea\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/414008\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":414032,"href":"https:\/\/www.arq.ufmg.br\/ea\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/414008\/revisions\/414032"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.arq.ufmg.br\/ea\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=414008"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.arq.ufmg.br\/ea\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=414008"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.arq.ufmg.br\/ea\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=414008"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}