No dia 08 de junho, sábado, a Galeria de Arte Mama/Cadela recebe o lançamento do livro “Encontro de práticas” (Quintal Edições), organizada por Frederico Canuto, Amanda Sicca, Daniel Menezes, Everton Jubini e Juliana Marques.
Toda a programação acontece na área externa da Galeria de Arte Mama/Cadela, a partir das 14h. O livro, que contou com financiamento da FAPEMIG – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais.
Aberto ao público, o evento contará com a participação dos pesquisadores Frederico Canuto e Junia Mortimer (UFMG) e das lideranças Makota Kidoialê (Kilombu Manzo Nzungo Kaiango) e Kelly Simone Santos (Guarda de São Jorge de Nossa Senhora do Rosário). Eles propõem uma conversa sobre como o encontro entre diversos modos de pensar e perceber o mundo a partir de suas práticas sócio-espaciais produzem conhecimentos e territórios singulares.
A obra conta com um total de 22 autores como Micheliny Verunschk, vencedora de alguns dos principais prêmios de literatura em língua portuguesa (Jabuti, Biblioteca Nacional e Oceanos); Glicéria Tupinambá, importante liderança dos Tupinambá e articuladora da equipe curatorial da exposição “Kwá yapé turusú yuriri assojaba tupinambá | Essa é a grande volta do manto
tupinambá”; Makota Kidoialê, matriarca do Kilombu Manzo Nzungo Kaiango; Kelly Simone Santos, Capitã Regente à frente da Guarda de São Jorge de Nossa Senhora do Rosário desde junho de 2010, na função de Rainha Conga; Glaucia Martins, liderança quilombola responsável pelo processo de mobilização, articulação política e representação externa do Kilombo Família Souza em Belo Horizonte; Padre Mauro Silva, coordenador do projeto Negricidade e curador do MUQUIFU – Museu dos Quilombos e Favelas Urbanos; Rita Carelli, cineasta e autora do romance “Terra Preta”; Junia Torres, antropäologa, cineasta e integrante da Associação Filmes de Quintal; Clarisse Alvarenga, cineasta e professora da FAE/UFMG; Maria Fernanda Derntl, professora da Faculdade de Arquitetura da UnB e pesquisadora de história e teoria urbana; Aremita Reis, que trabalhou junto a atingidos no crime minerário ocorrido em 2015 na Bacia do Rio Doce e atualmente como coordenadora de agroecologia da Tingui, organização que trabalha no fortalecimento das populações de comunidades rurais e quilombolas do Vale do Jequitinhonha; Rosangela de Tugny, professora titular do Instituto de Humanidades Artes e Ciencia do Campus Sosígenes Costa de Porto Seguro e do Centro de Formação em Artes da Universidade Federal do Sul da Bahia e parceira de longa data os povos Tikmu’un (Maxakali); Karine Carneiro, professora da UFOP e pesquisadora do Grupo de Estudos e Pesquisas Socioambientais (GEPSA-UFOP), além de também integrar a Rede de Pesquisa do Rio Doce; Gabriela Leandro, professora da UFBA, conselheira da Casa Sueli Carneiro e integrante do Coletivo Terra Preta Cidade; Eduardo Neves, arqueólogo, pesquisador do Centro de Estudos Ameríndios (CESTA) da USP e coordenador do Laboratório de Arqueologia dos Trópicos do Museu de Arqueologia e Etnologia; grupo thislandlyourlan, formado pelas artistas Ines Linke (artista visual, cenógrafa, professora da Universidade Federal da Bahia e doutora pela EBA-UFMG) e Louise Ganz (artista visual, arquiteta, professora na Escola Guignard – UEMG e doutora pela EBA-UFRJ) e que desenvolve trabalhos em diversas mídias que relacionam arte, natureza e cidade; Augustin Tugny,professor adjunto no Centro de Formação em Artes da Universidade Federal do Sul da Bahia e investigador nas artes e nos saberes tradicionais, em sua relação com os territórios das América.
