PROJETO MAIS FAVELA MENOS LIXO
SELECIONADO PARA A EXPOSIÇÃO NA
14ª BIENAL INTERNACIONAL DE ARQUITETURA DE SÃO PAULO.

MAIS FAVELA MENOS LIXO
CONSTRUIR DO CONSTITUÍDO


 
 
 

O projeto "Mais Favela Menos Lixo" – resultado da parceria entre a Escola de Arquitetura, a Escola Municipal Professor Edson Pisani, o Projeto Itamar, a Igreja Metodista da Serra, o Coletivo Roots Ativa e o Ateliê Escola de Cerâmica Santana – foi selecionado para a exposição na 14ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo.
O evento, um dos mais importantes da arquitetura nacional, ocorrerá entre os dias 18 de setembro e 19 de outubro de 2025 no Pavilhão da Oca, no Parque Ibirapuera, sob o tema "Extremos: arquiteturas para um mundo quente".
Tendo por território as favelas do denominado Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte, o "Mais Favela Menos Lixo" busca a autogestão dos resíduos sólidos urbanos na comunidade. A iniciativa envolve estudantes da Oficina ARQ013 do curso noturno de Arquitetura de forma contínua e conjunta desde 2022, tendo dado origem também a um projeto de Extensão Universitária com a mesma abordagem.
São dezenas de projetos, incluindo jardins em áreas degradadas, hortas e pomares urbanos, remoção de entulho e carros abandonados, sistemas de compostagem, hidroponia associada a aquaponia, jogos e mobiliários urbanos, incluindo a instalação de mais de 800 placas-ganchos instaladas nas moradias e comércios que suspendem o lixo até sua coleta – evitando que seja rasgado e carreado pela chuva, poluindo as matas e córregos. Em parceria com estudantes do ensino fundamental e da Educação de Jovens e Adultos da escola parceira, foram pintados no muro da escola mapas das vilas que compõem o Aglomerado que, mais recentemente, ganharam uma versão mais duradora ao serem confeccionados em cerâmica junto com o Ateliê-Escola parceiro.
A seleção para a 14ª BIA SP mostra a importância de metodologias que envolvam a comunidade local nos processos de identificação e resolução de questões territoriaisindicando alternativas para a atuação da pessoa arquiteta. A participação no evento representa um reconhecimento fundamental de que a inovação arquitetônica também reside na capacidade de articular processos sociais e ambientais que possam fortalecer a autogestão comunitária.

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